domingo, 27 de novembro de 2016

A PORTA DO EDEM

Terra dos sonhos infindáveis
Que como névoa se desfazem
 Com o tempo implacável...

Toda terra em frenesi desesperada busca
Um refrigério, uma sombra, uma brisa...
Para que ali descanse as aspirações da vida.

Qualquer endereço serve ao viajor desesperado
Na ânsia de saciar a sede da alma em agonia...
Já não raciocina e em miragens enganosas...
Buscando vida, a morte acaricia...

Abraça e beija a serpente venenosa
Que lhe paga o afago com peçonha
E com dores e sangue derramado
Lhe remete ao pior tão repudiado...
A morte em tão cruel estado...

Assim é o homem em todas as nuansias ...
Que criando sonhos e falsas esperanças
Cruza o tempo demarcado...
Segue o curso de seus pais desesperados
Buscando lenitivos em palavra humana

Se ao menos pudesse entender
Que a paz não é palavreado ...
Não é promessa de algum desventurado..
Mas procede de  Deus bem Revelado
E da Cruz onde foi crucificado...

Ali o desespero, a peçonha, as miragens
As loucuras do pecado...
Caem, evaporam e o pecador é libertado...
A nova vida surge a porta do jardim é encontrado...

E lá em comunhão com Deus por Cristo é encontrado
É sentimento aqui não comparado...
De alguém que outrora ausentado...
Chegou em casa e nos braços do pai
Foi amparado...

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