Sou da encosta da serra
Território dos tupis,
Sou índio acostumado
Com as lides que tem aqui.
Entre os vales das canhadas
Nas encostas escarpadas
Onde sempre aqui vivi,
Planto meu milho e feijão
E me sinto mui feliz...
Bebo da água da grota,
Que corre ao fundos da casa,
Descendo em véu de cascatas
E surge nos caetés...
Ela supre minha sede,
Demarcando meu lugar,
A noite seu som alarde,
É cantiga de ninar...
Como o mel das abelhas,
Que adoçam o paladar,
Mel puro e natural...
Que as abelhas fabricam
Em alguns ocos de paus...
Tenho fartura de tudo,
Em estado natural
Respiro um ar puríssimo
No meio do matagal...
Faço estes versos simplórios
Chamando a tua atenção...
Para que venhas aqui,
Vou dizer a onde moro:
Eu moro em Itati.
Sou gaúcho hospitaleiro
Tenho sempre a porta aberta
E falo do coração,
Itati tem coisas boas,
Água pura e chimarrão.
Quem nasce em Itati
Tem coragem,
Não se acanha
Trazendo dentro do peito
A bravura da Alemanha...
Exelente...
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